Serpente na Vida e na Morte


A Misteriosa Presença da Serpente na Vida e na Morte

A peçonhenta serpente é uma das mais paradoxais e complexas simbologia da história. Ela marca presença desde os primórdios, ligando-se a várias culturas. As cobras ou serpentes, estão associadas a eternidade, e a um ciclo de destruição e renovação do universo. Também estão associadas à inteligência e a sabedoria, a morte e a cura pois seu veneno é seu antídoto, também está associada ao infernal, à tentação, e a Satã.

Se pensarmos o porquê a serpente foi escolhida para ter um simbolismo tão forte, precisamos pensar em todas suas características físicas; o seu movimento ondulado podendo subir, e se mover com tanta agilidade, nos faz lembrar o movimento ígneo da energia, o trocar de pele nos remete aos ciclos da vida de morte e ressurreição; e claro seu veneno seu antidoto, podendo fazer dela estar totalmente associada à saúde: Caduceu, Bastão de Esculápio ou Asclépio Hygieia.

A Serpente aparece em vários momentos históricos, um deles bem conhecido da maioria de todos é, a serpente, que nos textos canônicos está associada aos aspectos maléficos, como no livro Gênesis 3:13, (Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A Serpente enganou-me, e eu comi.), mas sua aparição na história, antecede a era cristã, a serpente na mitologia egípcia, Buto era a Deusa cobra, retratada como uma naja. Na mitologia indiana as serpentes aparecem com suas características antropomórficas, retratada com uma face humana e um capuz de naja, chamada, Nagas nome em sânscrito para “cobra”. Ela aparece também na Mesopotâmia com os sumerianos e acadianos, como Lakhmu e Lakhamu, duas serpentes monstros que deram origem ao céu e a terra. Ainda na Mesopotâmia, encontramos a serpente de Fogo ou NIN GIZ ZIDA, mais concretamente Suméria, Divindade que está associada à fertilidade, à magia e à cura, que possui muito amor pelos justos, e sobre a qual existe uma imagem anterior ao ano 2.000 a.C. de duas serpentes enroladas num bastão central, amparada por dois grifos, animais mitológicos, (cabeça de águia, corpo de leão) guardiões dos tesouros divinos, uma representação pictórica que talvez tenha inspirado outras como: Caduceu (símbolo da medicina), o Bastão de Esculápio (o Deus da cura da mitologia greco-romana), a Hygieia ( o símbolo da Farmácia) ou a bandeira da Organização Mundial de Saúde.

Ela está no símbolo alquímico grego Ouroboros, a serpente que morde a própria cauda, porém o primeiro registro conhecido do ouroboros está presente num texto funerário do Antigo Egito, encontrado no túmulo do imperador Tutancâmon.

Podemos encontrar a serpente enrolada em um ovo, símbolo comum para os egípcios, os druidas e os indianos. Uma referência à criação do universo".

Para Jung, as cobras simbolizavam o que é totalmente inconsciente e instintivo e que possuía uma sabedoria quase sobrenatural e única, o que pode entrar em conflito com atitudes conscientes. A cobra pode simbolizar o mal e a sabedoria, facilmente superando a moralidade humana, um abismo entre o consciente e o inconsciente e também quer dizer que o inconsciente está se reconhecendo de um modo compulsivo e reflexivo. Uma cobra em nossos sonhos pode sugerir que estamos nos afastando do caminho tortuoso de nossa individuação.

Na mitologia Grega, Asclépio, o filho de Apolo e da mortal Coronis, era capaz de se transformar em uma cobra, e podia trazer os mortos de volta à vida, deixando Hades, o Deus da vida muito furioso.

O povo indígena Tukano da Amazônia, acredita que anacondas monstruosas vivem nas lagoas da floresta e nas piscinas profundas embaixo das cachoeiras.

Enfim aqui só mencionei alguma de suas aparições, na vasta imensidão do planeta, dos signos e da nossa longa história.

Nos próximos posts vou falar detalhadamente sobre alguns signos citados acima.

Até breve

Abraços Reikianos !!!

E beijos budicos !!!

Namastê !!!

Regina de Barros

Regina de Barros


Posts Em Destaque
Posts Recentes